Muitas crianças choram para não ir ao dentista, tantos instrumentos no consultório e a grande imaginação assustam os pequenos. Se as primeiras experiências no dentista forem negativas, provavelmente a criança levará esse medo para a vida adulta. Nos Estados Unidos, 80% dos adultos declaram algum grau de apreensão quando expostos a tratamentos odontológicos.

Estatísticas apontam que uma em cada quatro crianças apresenta comportamentos de não-colaboração durante o tratamento odontológico. E é impossível executar certos procedimentos odontológicos, principalmente os invasivos, com a criança irrequieta e chorosa.

Em alguns casos, a falta de experiência em manejo de protocolos odontopediátricos faz com alguns dentistas evitem atender crianças ou tomem atitudes pouco éticas, como aconteceu em Rio Verde, Goiás, no ano passado, quando uma dentista de UBS foi afastada por fixar um cartaz com a frase “crianças que choram serão atendidas por último”. De acordo com a secretaria de saúde, a profissional apresentou despreparo. Por esse motivo é importante saber tratar as crianças da melhor maneira.

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A professora da disciplina de odontopediatria da Univille (Universidade da Região de Joinville), Célia Maria Lopes, adverte contra alguns “pecados” nessa área. “Nunca minta para a criança, ela perderá a confiança. Também não prometa nada como premiação pelo bom comportamento, para ela não entender como algo tão negativo, que só pode ser feito mediante incentivos”.

A dentista explica que, muitas vezes, os adultos demonstram mais medo do que as crianças, o que afeta o comportamento delas. Por isso, quanto mais cedo frequentar o dentista, menos medo a criança desenvolverá. “Esse medo é aprendido, mas as crianças mais novinhas não têm esse receio, porque ainda não aprenderam com os adultos”, afirma. Ela atende crianças desde o primeiro mês de vida, o que faz toda a diferença nas consultas futuras.

Veja algumas dicas para amenizar o medo das crianças durante a consulta:

1 – Torne o ambiente atrativo. Se você não é odontopediatra, mesmo assim reserve um espaço no seu consultório para as crianças que acompanham os pais ou são suas pacientes. Invista nas cores, desenhos e livrinhos educativos.

2 – Cuide da aparência. A cor branca lembra médico, hospital, e muitas crianças não gostam desses locais. Você pode usar um avental colorido para atender uma criança, com certeza ela se identificará mais com você. Programas infantis e música calma também ajudam.

3- Converse com os pais antes da consulta para saber se a criança já teve alguma experiência negativa no dentista.

4- Mostre para a criança quais instrumentos você irá usar e como irá fazer. Se possível, peça para um dos pais sentar-se na cadeira para simular o tratamento ou faça a simulação em um ursinho ou boneco, por exemplo.

5- Elogie o bom comportamento durante a consulta, esse ato pode resultar em mais momentos de colaboração.

6 – Se você é ansioso ou impaciente, cuide-se, para não transmitir isso aos pacientes.

7- Avalie se o acompanhante transmite medo ou segurança para a criança. Dessa forma, escolha se a consulta é melhor com a presença ou ausência dele na sala.

8 – Converse com a criança durante o procedimento e faça analogias com os instrumentos e materiais que for utilizar, como “tirar o bichinho do dente”, “a maquininha de fazer cócegas no dente” (motor de baixa rotação), a “picadinha da formiguinha”, entre outras analogias, e lembre-se de ressaltar que aquele trabalho deixará o sorriso dela ainda mais bonito.

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1 Comentário

  1. Denise Vizzotto
    23 de janeiro de 2015 at 10:26 — Responder

    Prof. Célia, parabéns pelas orientações para poder atender bem os pequenininhos….abraços

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